O uso de internet e mídias sociais ainda gera polêmica em seu ambiente de trabalho? Navegar por portais de notícias, sites, facebook, twitter e outras redes é uma prática incentivada ou ainda é mal vista pelos gestores e líderes dentro da sua empresa?
Existem basicamente três tipos de políticas digitais nas imobiliárias atualmente. Em qual delas sua empresa se encaixa?
1. Imobiliárias que proíbem totalmente o uso da internet. (apenas liberam e-mail)
2. As que liberam parcialmente. (com padrões de utilização)
3. As que incentivam o uso e liberam por completo- ilimitado (com ética).
Cada empresa tem sua cultura digital. Geralmente são baseadas em justificativas sociais, padrões de negócios, necessidades e crenças. As justificativas são inúmeras, vejamos algumas:
- Imobiliárias e empresas que proíbem totalmente o acesso as mídias sociais, entendem que a internet pode gerar falta de foco e baixa produtividade, além de ser uma porta de entrada para invasões, vírus no sistema e vazamento de informações sigilosas. E ainda, a grande dificuldade em controlar e padronizar o uso dos “navegantes”são motivos para não liberarem internet internamente. Geralmente um responsável dentro da empresa, gerente ou diretor, tem acesso liberado as redes sociais e os portais de anúncios e notícias. Essa pessoa organiza e repassa as informações já filtradas aos corretores de imóveis. Os corretores nessas instituições, normalmente, são responsáveis apenas por atender ligações, escrever e-mail, fazer visitas e outras funções operacionais. Não existem números certos publicados, mas especialistas da área, afirmam que existem muitas empresas no mercado imobiliário com essa filosofia digital, ou melhor, anti-digital, mas já é a minoria.

- As imobiliárias adeptas ao uso limitado, com critérios pré-estabelecidos e controle de acesso e produtividade, são as em maior número no setor. Para evitar maiores problemas, essas empresas inserem junto ao contrato de trabalho algumas cláusulas referentes ao uso das mídias sociais e esse hábito e o controle por sistemas da internet costuma diminuir prejuízos, mas nunca é o suficiente. Essas empresas alegam que o acesso a internet é parte integrante do cotidiano da grande maioria de seus futuros e atuais clientes e por isso, é preciso inserir a navegação digital no dia- a- dia dos seus colaboradores. Porém, é necessário cumprir todas as regras pre-estabelecidas. A intenção é facilitar a comunicação entre as partes do negócio e angariar mais clientes. Essas imobiliárias costumam co-relacionar a liberação do uso dos corretores a internet com as necessidades dos clientes e o resultado de produção. Ou seja, se não existissem 90% de pessoas que consultam antes a internet para comprar ou alugar um imóvel, provavelmente, o acesso seria proibido ou praticamente restrito nessas empresas. Essas são empresas que entenderam o poder da comunicação e o marketing digital no balanço final, porém, ainda não ultrapassaram essa fronteira.

As empresas “cools”, são as que permitem e incentivam o acesso ilimitado da internet no ambiente do trabalho, são representadas pelas empresas de tecnologia. Foram as pioneiras nesse tipo de modelo e depois de demostrarem extraordinários resultados financeiros e atrair e reter colaboradores talentosos para seu time passaram a ditar tendência no mundo todo. Hoje são milhares de empresas de setores diferentes que adotam esse modelo de liberdade total ao uso da internet. No Brasil algumas empresas do setor imobiliário já adotam esse padrão e encaram a tecnologia e o acesso ilimitado a internet como produtoras de mais conhecimento e interação social, indispensáveis nos dia de hoje. Para tentar diminuir os danos com a “liberação geral”, as empresas investem na conscientização de funcionários sobre o uso adequado das redes sociais e promovem eventos com especialistas ou os próprios profissionais da empresa, com o intuito de mostrar casos práticos de erros e acertos cometidos nesses ambientes.

Segundo o professor Gil Giardelli: “Há algumas décadas, existia uma discussão de se funcionários deveriam ter um aparelho telefônico na mesa de trabalho. A mesma dúvida reapareceu com a chegada do e-mail e agora com internet e as mídias sociais”
O primeiro passo para se adequar uma boa prática de navegar pela rede, segundo Giardelli, é criar diretrizes para que os profissionais entendam qual a postura mais adequada. “A partir do momento que os profissionais trabalham para uma empresa, eles estão associados a ela”, afirma o especialista. Ele cita, no entanto, que as pessoas tendem a esquecer disso quando entram nas redes sociais fora do horário de trabalho. “Com isso, passam a discutir coisas como salário e problemas com chefe com os amigos do Facebook, sem perceber que elas estão na rede mundial (internet)”.
A melhor maneira de se inserir qualquer novidade, principalmente comportamental, dentro das empresas é através da educação e investimento em treinamento para o melhor uso e a melhor condução até a produtividade.
A postura dos corretores de imóveis em relação a cultura digital da empresa, deve ser sempre de adaptação e adequação as normas e padrões. É sempre muito válido, também deixar seus gestores saberem o que você pensa a respeito de produtividade e qualidade dos seus acessos nas mídias sociais. Isso pode ajudar todos a construírem novas e melhores perspectivas para essa área. Ou seja, como todos outros procedimentos, a dica é: siga-os. Ou então, caso, não consiga se enxergar bem nas condições traçadas por sua empresa, procure um novo lugar para trabalhar que se encaixe melhor com seu perfil e se veja mais feliz. Evite abusos e reclamações excessivas.
As mídias sociais são como um bilhete para uma viagem de cruzeiro só de ida. Depois que as empresas permitem o acesso a elas, é um caminho sem volta. Mas as companhias estão cada vez mais conscientes de que permitir o acesso traz mais benefícios do que problemas para os negócios.

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