Ao longo do dia a dia de trabalho, o corretor de imóveis
precisa lidar com os mais diferentes tipos de pessoas. E se há alguns perfis
que são capazes de desafiar um profissional, certamente, o cliente difícil é um
deles. Você já se relacionou com um cliente considerado difícil?
Hoje, convido você para uma reflexão que pode provocar uma
mudança de atitude em relação a este tipo de atendimento. Você topa este
desafio?
Eu acredito que a dificuldade, muitas vezes, está
relacionada ao preparo do corretor. Se o cliente se coloca em uma posição de
defesa ou até mesmo de ataque é porque muitas vezes não está sentindo confiança
na relação com o corretor de imóveis.
Mas isso pode mudar a partir do momento em que o cliente
percebe que o corretor é um profissional capacitado e que, acima de tudo, está
preocupado com suas reais necessidades. Por isso, no post de hoje vamos abordar
seis dicas de como atender o cliente difícil. Vamos a elas.
1. Não rotular o cliente difícil
Primeiramente, é importante não nos precipitarmos e logo nos
primeiros minutos do atendimento taxar um cliente como difícil. É necessário
redirecionar o nosso olhar e a nossa atitude e por isso, com o passar o tempo,
excluí o termo cliente difícil do meu dia a dia e passei a compreendê-lo como
um CR – Cliente Reativo.
Por algum motivo as emoções desse cliente estão mais
reativas no momento e, cabe ao corretor de imóveis proporcionar uma experiência
que colabore para equilibrar essas emoções.
É importante notar que, muitas vezes, as pessoas vêm de
experiências ruins de atendimento. Hoje, em várias situações, há a sensação de
que um vendedor está prestando um favor para o cliente.
Por isso, é comum que um potencial comprador já venha cheio
de defesas e assim surge o rótulo de cliente difícil, ou seja, ele já vem com
uma predisposição para enfrentar um atendimento ruim, dada suas experiências
anteriores.
2. Jamais leve para o lado pessoal
Quando nos relacionamos com o Cliente Reativo, a tendência é
que a emoção do corretor de imóveis também esteja aguçada, pois nem sempre o
ser humano sabe lidar com objeções.
Mas é importante saber que a insatisfação não é com você, ou
seja, não é pessoal, e sim com a figura do vendedor que, naquele momento, está
representada por um corretor de imóveis. Entender isso é uma forma de
equilibrar as emoções.
3. Esteja preparado
O cliente entra em um atendimento com a expectativa de que o
corretor seja um expert em mercado imobiliário e que assim, está pronto para
sanar todas as dúvidas. Por isso, é necessário estar sempre preparado,
conhecendo o nosso produto e o mercado onde está inserido.
Quando frustramos as expectativas do cliente, estamos
potencializando um cliente difícil.
4. Foque na solução e não na venda
Se o cliente já está predisposto a reagir, é preciso ser
mais objetivo. Nesta situação, a prioridade do corretor de imóveis não está na
venda a todo a custo e sim na solução da expectativa do cliente, pois muitas
vezes a compra de um imóvel pode ser encarada por um CR como um problema e não
como uma realização pessoal ou profissional.
A chave para o encantamento deste cliente está na solução da
sua expectativa e não na venda.
5. Veja o invisível
Esteja em sintonia com o cliente em sua totalidade. Não se
prenda apenas às expressões verbais, mas também ao comportamento do cliente.
Tente perceber para onde o cliente está direcionando sua atenção, tanto pelo
corpo quanto pelo olhar e pela tonalidade da voz.
Tais aspectos são repletos de informação e dessa forma o
corretor pode antecipar-se aos desejos do cliente, surpreendendo-o e tornando
esse atendimento mais harmonioso.
6. Jamais prometa o que não possa cumprir
A venda tem preço, sua palavra não. Já vi corretores
prometerem tantas coisas na ansiedade de vender a qualquer custo e no final das
contas não ser capaz de entregar. Essa atitude tem um impacto ainda maior sobre
um cliente reativo, pois este se sente intimidado e deseja resolver com
urgência a situação.
É importante perceber que o cliente acredita nas suas
promessas e não cumpri-las acarreta uma grande frustração. E a frustração é um
dos principais ingredientes na criação de um CR. É sempre importante lembrar
que, possivelmente, o cliente com esse perfil é resultado de experiências
frustrantes e desagradáveis e por isso busca por algo novo.
Ao analisar essas seis dicas é preciso compreender que,
muitas vezes, são nossos comportamentos e atitudes que colaboram para a
existência do CR. Por isso, cabe ao profissional qualificado e preparado
contribuir para que essa realidade seja mudada.
E você, está disposto a aceitar o desafio proposto em nosso
artigo hoje?
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