Com as
devidas adaptações, recorro a um dos pensamentos mais famosos da literatura
para iniciar o nosso post de hoje: Ser ou não ser amigo do cliente? Eis a
questão. Esta é uma dúvida comum que afeta
muitos corretores.
Defendo com
frequência aqui em nosso blog a importância de construir relacionamentos e de
empenhar-se em oferecer o melhor atendimento possível ao ponto do cliente
enxergar no corretor mais do que um vendedor, e sim um conselheiro, um amigo em
quem se pode confiar.
E muitos corretores
me perguntam como construir esta relação sem deixar que a amizade prejudique as
vendas. A resposta é simples: não devemos jamais esquecer que o nosso objetivo
é vender.
Em nossa
trajetória profissional somos avaliados pelas vendas realizadas por meio dessas
amizades, e não pela quantidade de amigos/relacionamentos que cultivamos. Já vi
muitos casos de corretores que perderam bons negócios por não entenderem esta
dinâmica, casos esses nos quais também me incluo.
Já vivi
situações em que o cliente se tornava um verdadeiro amigo. Saía para almoçar,
ia à casa dele para tomar café, tudo no intuito de ser um corretor “gente boa”,
porém na hora de fechar o negócio ele recorria a outro profissional.
E o pior, no outro dia, este cliente/amigo
chegava até mim e dizia: “Puxa Guilherme, você me desculpe, mas o corretor me
ligou e disse que tinha uma oportunidade única, que era a chance de fechar um
excelente negócio e eu comprei com ele. Mas nós somos amigos, você me entende,
né!”
Sim, depois
de perder algumas vendas, passei a entender esses meus “amigos” e comecei a
mudar de postura. Aprendi que não podemos perder o nosso foco: a venda. A
amizade passou a ser controlada por uma boa dose de bom senso e
profissionalismo.
Com isso,
antes de fechar a venda, evitei ir a bares e restaurantes conversar sobre
assuntos que não estivessem relacionados ao mercado imobiliário. Desta forma,
evitava situações que pudessem comprometer minhas atitudes como vendedor.
Mas veja
bem, não quero dizer que você não deva frequentar estes espaços, desde que não
perca o seu objetivo: criar condições favoráveis à venda.
Podemos até
mesmo comparar esta relação às tentativas de início de alguns namoros na
adolescência. Muitos meninos, antes de declararem a sua real intenção, tentam
virar amigos das meninas e nesta construção de amizade acabam por perder o time
do relacionamento. Tudo tem o seu tempo certo.
Saber
interpretar o momento ideal de ser amigo, construir confiança, gerar
credibilidade e converter isto em venda são
fatores que irão garantir o
sucesso do corretor.
A amizade
pode existir e é importante que ela aconteça, pois ninguém compra um imóvel de
quem não conhece e confia. Além disso, as indicações para novos negócios são
advindas de bons relacionamentos e de uma amizade construída, mas a venda não
deve sair jamais dos seus objetivos.
Ter amigos
pressupõe manter uma relação de cumplicidade, fidelidade e lealdade, mas no
mundo dos negócios estes fatores devem vir acompanhados de venda. É assim que o
seu cliente passará a confiar em você e recomendá-lo para outros amigos.
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